
Muito se tem falado ultimamente dos exames do ENEM e dos constantes erros cometidos pelos técnicos do MEC na elaboração das questões. Mas recentemente o Ministério Público exigiu a anulação de algumas questões que foram vazadas. Nunca é demais lembrar que o Exame Nacional do Ensino Médio foi criado para servir de parãmetro educacional, ou seja, para sabermos o nível das escolas e a qualidade do ensino por elas oferecido. E o que o ENEM provou até agora? Nada. Definitivamente nada. Isso só reforça minha opinião, muito combatida por colegas de profissão, que prova nada prova. O objetivo de uma prova é avaliar conhecimento. Mas então peço que reflitam essas questões:
1- Como é possível avaliar conhecimento de alguém que tem 4 opções de respostas?
2- Se o aluno "chutar" e acertar muitas respostas. Que tipo de conhecimento ele tem de fato?
3- Quem consegue lembrar de alguma estrutura gramatical tendo o relógio como arma de pressão?
4- Quem elaborou as questões o fez baseado no próprio conhecimento adquirido ou se valeu de consultas a livros?
Já que se defende a necessidade da prova como instrumento de avaliação do Q.I. , entendo que o aluno, o alvo dessa avaliação, é quem deve decidir o melhor momento pra ser avaliado. Considerando que o resultado dessa avaliação poderá influir diretamente no futuro do jovem , nada mais justo que ele, o jovem, escolha o dia para realizar a prova. Melhor ainda se não for uma data prévia e sim uma decisão de momento. No dia que o aluno se sentir bem e motivado ; ele pede o gabarito e , em um local reservado , realiza sua avaliação. Caberá ao aluno decidir se faz ou não a prova. E caberá ao professor decidir se aprova ou reprova. Dessa forma a avaliação seria justa e baseada no conhecimento adquirido e não no dia de sorte ou azar. Todavia continuo achando que a prova , da maneira que é apresentada atualmente, nada prova.






